Há mais motivos para a periferia temer a polícia do que para
a classe média e os ricos temerem os morros e as favelas
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O MEDO DOS POBRES |
A segurança é um problema social. Não será obtida com
uma tropa de elite que invada as áreas degradadas de
nossas metrópoles como se elas fossem um país inimigo p.2 |
A força do “clamor público”
A morte trágica do
menino João Hélio, com a suposta participação de um
adolescente, deu novo alento à sanha punitiva p.4 |
A dura tarefa de contar corpos
O número de
homicídios quase triplicou desde 1980. Mas há ainda
obstáculos para conhecer os detalhes dessa
contabilidade p.6 |
A socialização pela violência
Atribuir a criminalidade
às drogas é uma forma de fugir do drama que é a vida
dos jovens nas periferias de nossas grandes cidades p.8 |
O crime desorganizado
O comércio clandestino de
drogas é sobretudo um negócio fragmentado, cuja força
é geralmente exagerada pela polícia e pela mídia p.9 |
A hora do porrete
A idéia básica é a de que a polícia
deve ser dura, especialmente quando atua nas áreas
degradadas, habitadas pelos mais pobres p.11 |
Mais do que prever, agir
A hora da cenoura A idéia é a prevenção localizada
do crime. E atacar o problema sem esperar por
grandes mudanças estruturais p.16 |
Hipóteses perturbadoras Raízes da violência?
Os ricos nunca
estiveram tão ricos. A classe média tradicional despenca. E
uma nova classe média se ergue da pobreza p.19 |
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